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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Adoção



Por: Fabiana Delvecchio - CRP 06/98961
Meu filho quer conhecer os pais biológicos, o que fazer?

A adoção costuma ser um assunto delicado. Ainda assim, a orientação é que o tema seja tratado com a criança desde cedo. O ideal é que os pais conversem com o filho sobre a adoção de maneira aberta, explicando o fato de maneira mais detalhada conforme ele vai crescendo e o mais importante, desde os primeiros bate-papos, é que a criança perceba que os pais se sentem confortáveis e seguros em relação ao assunto. 
Além disso, é preciso estar preparado para as primeiras perguntas sobre a família biológica e para a curiosidade da criança em relação às suas origens, que podem surgir mais cedo ou mais tarde. É muito comum que esse desejo apareça a partir dos 12 ou 13 anos, pois é o período em que o indivíduo está construindo a sua identidade e quando questões mais profundas vêm à tona.
No jovem, a vontade de conhecer os pais biológicos vem normalmente acompanhada de uma dose de medo e insegurança, afinal, ele não sabe o que encontrará. E a posição dos pais adotivos, nesse cenário, é tão desconfortável quanto. 
No entanto, numa situação dessas, não há muito mais o que fazer a não ser acolher o jovem e apoiá-lo nessa busca. Caso contrário, é bem provável que ele continue perseguindo o seu objetivo sozinho, mesmo contra a vontade da família. 
Porém, tudo pode acontecer e também convém à família preparar o filho adotivo para o pior. Os pais devem prepará-lo, da melhor forma possível, para o reencontro. Isso porque a reação da família biológica ao contato do filho abandonado é imprevisível. É preciso deixar bem claro para o jovem que existe o risco de se decepcionar.

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