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segunda-feira, 17 de março de 2014

Depressão na infância e adolescência



A pouco tempo atrás, não se imaginava que um transtorno incrivelmente incapacitante e grave como a depressão pudesse acometer crianças e adolescentes.
Assim sendo, durante muito tempo acreditou-se que crianças e adolescentes não eram afetados pela depressão. Entretanto, sabemos hoje, que estes são tão suscetíveis ao transtorno quanto adultos e tal diagnóstico interfere de maneira importante em sua vida diária e em suas relações sociais e acadêmicas.

Características da depressão em crianças e adolescentes:
Crianças e adolescentes com depressão apresentam-se frequentemente com tristeza, falta de motivação, solidão e humor deprimido. Contudo, é comumente observado um humor irritável ou instável, podendo apresentar mudanças súbitas de comportamento com explosões de raiva, mostrando-se irritados e podem envolver-se em brigas corporais no ambiente escolar ou durante a prática desportiva.
A criança pode apresentar dificuldade em se divertir, queixando-se de estar entediada ou “sem nada para fazer” e pode rejeitar o envolvimento com outras crianças, dando preferência por atividades solitárias. Dentro da sala de aula ou no recreio escolar, pode ser sinal de alerta a professores uma mudança comportamental de uma criança anteriormente bem socializada e entrosada com o grupo e que passa a se isolar.
A queda do desempenho acadêmico quase sempre acompanha o transtorno, porque crianças e adolescentes com depressão não conseguem se concentrar em sala de aula, há perda do interesse pelas atividades, falta de motivação, o pensamento e o raciocínio se tornam lentos e o resultado disso tudo é observado no boletim escolar. Queixas físicas como cansaço, falta de energia, dores de cabeça ou dores de barriga são comuns. Insônia, preocupações, sentimentos de culpa, baixa autoestima, choro excessivo, hipoatividade, fala em ritmo devagar e de forma monótona e monossilábica também ocorre em grande número de casos.
Os pensamentos recorrentes de morte, ideias e planejamento de suicídio podem estar presentes em todas as idades e os atos suicidas tendem a ocorrer com maior frequência entre adolescentes. Sabemos que comportamentos de risco durante a adolescência são comuns, entretanto estes podem se acentuar durante episódios depressivos, como a prática sexual promíscua e sem proteção e o abuso de álcool ou outras drogas.
Os transtornos associados à depressão estão presentes entre 30 e 60% dos casos, sendo mais comuns os transtornos ansiosos, o transtorno de déficit de atenção/hiperatividade, o transtorno de conduta, o transtorno desafiador opositivo e o abuso de álcool ou de outras drogas. O transtorno depressivo produz dificuldades sociais e acadêmicas que podem comprometer o desenvolvimento e funcionamento social da criança ou adolescente. Esses prejuízos podem repercutir durante toda a vida do estudante, principalmente quando a depressão não é tratada corretamente, ou seja, acompanhamento médico e psicológico. Provavelmente muitos episódios depressivos são identificados em adultos, quais na verdade, podem ser episódios recorrentes de um transtorno depressivo iniciado na infância ou adolescência.

Atenção pais e professores:
DEPRESSÃO NA ESCOLA
·        Queda do rendimento escolar;
·        Irritabilidade;
·        Impulsividade;
·        Brigas;
·        Isolamento em sala de aula e no recreio;
·        Tristeza;
·        Falta de motivação;
·        Choro fácil;
·        Fala monótona;
·        Queixas físicas (dores de cabeça, dores musculares);
·        Pensamentos recorrentes de morte;
·        Sentimentos de culpa.

Aline Gomes
Psicóloga – CRP: 06/102412

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