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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Separação dos pais


                                            

A guarda e o fim da relação

Em um mundo onde a estrutura familiar está em processo de mudança, com metade dos casais se divorciando, é importante pensar quais são as melhores adaptações que permitem às crianças e aos pais de manter um vínculo significativo. Cada vez mais, na sociedade atual, o pai exige mais participação na vida de seus filhos. Por isso, vários tipos de guardas estão sendo concedidas para que possam compartilhá-la de maneira equilibrada. Porém, é importante questionar qual a sua incidência para as crianças, principalmente quando a relação acaba mal.

Um trauma possível para a criança é o conflito entre os pais. Segundo eles, a separação dos pais pode ser dolorosa para a criança e no caso em que ela não obtém ajuda ou apoio para suportá-la, pode perturbar seu equilíbrio psicológico. Ao aceitar uma guarda alternada ou compartilhada é preciso levar em conta a relação entre os pais, pois muitas vezes estes não conseguem se desvencilhar de seus próprios problemas conjugais e então, fica mais difícil pensar no que é melhor para a criança. Nesse caso, os pais tentam desqualificar o antigo parceiro para o filho. Por exemplo, o que ocorre muito é o pai comentar que a mãe o impede de ver o filho ou esta diz que ele é incompetente. Quando isso acontece, as tensões que existem entre estes podem fazer com que a criança não suporte alternar suas idas e vindas constantes nas quais podem levar a ter problemas psicológicos. Além disso, é comum a criança fazê-lo lembrar do antigo parceiro, e por isso ele a pune. Essa seria um substituto para o outro progenitor ou um reflexo da imagem do parceiro.

Assim, para que se conceda uma guarda equivalente para ambos os pais, é importante que estes consigam elaborar o fim da relação de casal, a fim de evitarem se fechar em uma relação de vingança contra o outro (mesmo que inconscientemente). Nesse caso, eles poderão se respeitar e se cooperar para estar à disposição da criança e lhe dar uma educação de maneira equilibrada, com estabilidade e coerência.

 

Marcelli Freitas

Psicóloga CRP 06/117371


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