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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Ansiedade Infantil


Ansiedade é uma combinação complexa de sentimentos de medo, apreensão e preocupação, geralmente acompanhada de sensações físicas como palpitações, dor no peito e/ou falta de ar. Ansiedade pode existir como uma desordem cerebral principal, ou pode estar associada a outros problemas médicos incluindo desordens psiquiátricas. 
Os distúrbios da ansiedade estão entre as principais causas de consultas médicas e psicológicas. Infelizmente, os distúrbios da ansiedade não são um problema exclusivo do universo adulto, crianças e adolescentes também apresentam. As meninas são mais acometidas que os meninos e, em metade dos casos, as crianças apresentam ansiedade associada à depressão.
A Ansiedade é um sentimento natural tanto na infância como em qualquer outra etapa da vida. Crianças de 8 meses de idade podem apresentar sintomas de ansiedade sempre que se separam dos pais. Isto é normal. Entre os 6-8 anos de idade, a ansiedade se volta para o desempenho escolar e o relacionamento com os coleguinhas. Crises de ansiedade também podem ocorrer quando a criança passa por mudanças significativas como troca de escola ou de casa, falecimento de entes queridos, chegada de novos irmãozinhos, separação dos pais e etc.
O limite da normalidade do nível de ansiedade está na sua repercussão sobre o comportamento. E vamos ser sinceros: você não precisa ser um especialista para perceber que algo não vai bem. Crianças não devem ser excessivamente preocupadas ou apreensivas com o futuro. Não é típico de uma criança apresentar frequentemente dores de cabeça, náuseas, vômitos, falta de ar, diarréia, palpitações, dificuldade de concentração, agressividade ou medos em excesso. Se isto está acontecendo, parece estar associado a situações específicas, é possível que a criança esteja sofrendo de algum distúrbio da ansiedade, justificando uma avaliação médica e psicológica.
A ansiedade infantil pode ser causada por problemas psicológicos, alterações nos transmissores químicos cerebrais, doenças na tireóide, infecções e até mesmo fatores genéticos.  O diagnóstico poderá ser simples, e o tratamento envolve acompanhamento psicológico e médico.
Em todos os casos, o papel dos pais e cuidadores são essenciais para o sucesso do tratamento.

Aline Gomes
Psicóloga CRP: 06/102412


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