quarta-feira, 9 de abril de 2014

Psicoterapia Infantil

Orientação familiar: a criança como reflexo de uma dinâmica familiar.

Um dos objetivos da orientação com os pais é poder abrir uma porta de comunicação entre pais e filhos, de modo que as emoções e os sentimentos comecem a fluir de forma positiva, controlada e amigável, em vez de outra como, por exemplo, a somatização (depressão, medo, ansiedade, agressividade, etc.).
O envolvimento dos pais no atendimento psicológico da criança é essencial no tratamento e prevenção de alguns comportamentos com base emocional perturbador.
 “Indubitavelmente será de grande utilidade para os pais saberem considerar os sintomas de seu filho à luz dos seus próprios problemas e conflitos. É dever dos pais procederem assim... (...). Por isso deverão os pais estar sempre conscientes de que eles próprios, em determinados casos, constituem a fonte primária e principal para as neuroses de seus filhos “. (Carl Gustav Jung).
Obra: Volume XVII – O Desenvolvimento da Personalidade, 2002 p.46

Maria de J. M. Lima
Psicóloga CRP: 06/69459
Psicossomátista e Psicoterapeuta Junguiana.


segunda-feira, 7 de abril de 2014

PSICOTERAPIA BREVE



A Psicoterapia Breve é uma modalidade de tratamento psicológico que tem como especificidade o limite de tempo estabelecido e a ênfase no trabalho com um foco, o qual pode ser definido como o principal problema que motiva a pessoa a buscar ajuda.
Raramente uma pessoa pensa em buscar algum tipo de ajuda psicológica sem que um sofrimento esteja presente. O que muitas vezes costuma acontecer é que as pessoas reconhecem a necessidade da ajuda, mas, por motivos diversos, não podem ou não desejam dar início a um tratamento longo e dispendioso. 
Nestes casos, a psicoterapia breve pode ser uma opção, pois é de suma importância que as preferências e necessidades, bem como, as expectativas e possibilidades - tanto as dos pacientes quanto as do terapeuta - sejam respeitadas. 
Por convenção, o prazo máximo para uma psicoterapia breve é de um ano, podendo durar alguns meses ou algumas sessões. Porém, a duração do processo vai depender da problemática do paciente, de seus recursos e também da experiência e da formação do profissional nesta modalidade de tratamento. 
Cabe também ressaltar que não é a longa duração do tratamento que irá garantir as condições necessárias para um bom trabalho, seu progresso e sua profundidade e sim a qualidade da experiência vivida entre terapeuta e paciente. 
Levando isso em conta, o profissional, mesmo diante da limitação temporal, poderá conhecer seu paciente, investigar os vários aspectos de sua vida e personalidade e ajudá-lo a compreender melhor o que se passa com ele, o que desencadeou seu sofrimento e, consequentemente, proporcionar não o máximo, mas o suficiente para ajudá-lo em um momento mais difícil de sua vida.
Quando, por motivos diversos, percebemos que não estamos conseguindo lidar com obstáculos e superar as dificuldades que são inerentes à vida, como sentimentos de impotência, menos valia, falta de iniciativa, pessimismo, desesperança, ansiedade, dores constantes e sem causa física, insônia ou excesso de sono - dentre outros sintomas físicos ou psicológicos - pode ser um sinal de que algo não está bem. 
A procura por uma psicoterapia não é sinal de desequilíbrio, fraqueza ou incompetência para enfrentar nossos problemas e desafios pessoais, mas sim, um sinal de reconhecimento de que somos humanos e, portanto, sujeitos a limitações perante as diversas situações muitas vezes inesperadas que a vida nos impõe.

Fabiana Delvecchio
Psicóloga Hospitalar CRP: 06/98961