sábado, 26 de julho de 2014

Direitos das pessoas com deficiência intelectual

   
 
No Brasil, adota-se a definição da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, Convenção esta assinada pelo Brasil e mais 196 países em março de 2007, aprovada em julho de 2008 pelo Decreto Legislativo nº 186 e promulgada em 25 de agosto de 2009 pelo Decreto Presidencial no. 6.949, e em seu artigo primeiro estabelece que “pessoas com deficiência são aquelas que têm impedimentos de natureza física, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade com as demais pessoas” (CORDE,2008).
A Convenção afirma que pessoas com deficiência são humanas e devem exigir do Estado, de seus familiares ou de qualquer outro cidadão os Direitos e Garantias Fundamentais que lhes são assegurados pela Constituição Federal, sejam eles direito à vida, liberdade, igualdade, não-discriminação, segurança, propriedade, educação, saúde, trabalho, moradia, lazer, previdência social, proteção à maternidade e à infância, assistência social e muito mais.

Posto isso, é direito da pessoa com deficiência intelectual:

Benefício de Prestação Continuada (BPC-LOAS) – Este é um Benefício assistencial, onde a pessoa com deficiência tem direito ao recebimento de um salário mínimo mensal, de forma continuada, de acordo com os termos da Lei Federal nº 8.742 de 07/12/1993;

Gratuidade no sistema de transporte municipal/intermunicipal - Bilhete Único Especial – para utilização nos ônibus que circulam na cidade de São Paulo, Metrô e trens da CPTM (concedido através da Lei Municipal de São Paulo nª 11.250, de 01/10/92 e em razão do convênio de Integração tarifária, firmado entre o Governo do Estado de São Paulo e a Prefeitura de São Paulo em 14/10/2006);

Gratuidade no sistema de transporte intermunicipal – Cartão Bom Especial

Gratuidade no sistema de transporte interestadual (concedido através da Lei Federal nº 8.899, de 29/06/94);

Suspensão do Rodízio de Veículos de São Paulo.

Isenção de IPI, na aquisição de automóveis, diretamente ou por intermédio de um representante legal.

Além disso, a Lei 8.213 prevê a contratação de pessoas portadoras de deficiência (PPD´s) e beneficiários reabilitados no mercado de trabalho. Implementada em 1991, ela estabelece a contratação por parte das empresas de cotas para deficientes, conforme o número de trabalhadores que possui, possibilitando a inclusão social através do trabalho.
Para aquisição desses direitos, a pessoa com deficiência deve procurar uma assistente social.


Cindy Pereira de Almeida Barros Morão.
Psicóloga/Neuropsicóloga – CRP: 06/108188



quinta-feira, 26 de junho de 2014

Epilepsia e o tratamento neuropsicológico



A epilepsia é uma síndrome que pode trazer alterações nas funções cognitivas, assim como alterações comportamentais. Os déficits apresentados podem ser ou não graves, por isso, a avaliação neuropsicológica é necessária. 
A avaliação neuropsicológica é considerada como uma das principais ferramentas para compreender o funcionamento cognitivo e buscar soluções para possíveis déficits existentes. Quanto mais conhecimento sobre a relação das crises epilépticas e as funções cognitivas, melhor poderá ser realizado o diagnóstico, os procedimentos e o desenvolvimento do tratamento das crianças epilépticas.  
Os objetivos da avaliação neuropsicológica no contexto pré-operatório para cirurgia de epilepsia são:
1) Determinar o nível de funcionamento cognitivo deste indivíduo antes da cirurgia;
2) Sugerir localização e lateralização da disfunção;
3) Sugerir prognósticos de controle de crises após a cirurgia;
4) Realizar a reavaliação  pós-cirurgia para o acompanhamento da evolução do paciente, orientação educacional, profissional e reabilitação.
A neuropsicologia realiza então, a análise das funções cognitivas como memória, linguagem, funcionamento intelectual, executivo, entre outros e avalia as mudanças e alterações de comportamento.

  • A criança deve utilizar suas próprias habilidades para trabalho das estratégias compensatórias e estratégias trabalhadas em
  • Utilização, em terapia, de mecanismos externos para auxiliar a memória (diários, cadernos, agendas). Algumas crianças precisam de métodos combinados como auxilio de um relógio despertador e um caderno para que escreva tudo que precisará realizar durante o dia. Tudo com auxilio dos pais e professores.
  • terapia durante a reabilitação. As instruções dadas a ela devem ser diretas e simples.
  • Treinamento das habilidades prejudicadas: que dependem da idade, capacidade intelectual motivação e patologia subjacente. Para criar e treinar as estratégias, na maior parte das vezes, é necessário o auxilio de pais, professores, seguindo as orientações dos terapeutas.

Aline Gomes
Psicóloga CRP: 06/102.412