quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Adoção



Por: Fabiana Delvecchio - CRP 06/98961
Meu filho quer conhecer os pais biológicos, o que fazer?

A adoção costuma ser um assunto delicado. Ainda assim, a orientação é que o tema seja tratado com a criança desde cedo. O ideal é que os pais conversem com o filho sobre a adoção de maneira aberta, explicando o fato de maneira mais detalhada conforme ele vai crescendo e o mais importante, desde os primeiros bate-papos, é que a criança perceba que os pais se sentem confortáveis e seguros em relação ao assunto. 
Além disso, é preciso estar preparado para as primeiras perguntas sobre a família biológica e para a curiosidade da criança em relação às suas origens, que podem surgir mais cedo ou mais tarde. É muito comum que esse desejo apareça a partir dos 12 ou 13 anos, pois é o período em que o indivíduo está construindo a sua identidade e quando questões mais profundas vêm à tona.
No jovem, a vontade de conhecer os pais biológicos vem normalmente acompanhada de uma dose de medo e insegurança, afinal, ele não sabe o que encontrará. E a posição dos pais adotivos, nesse cenário, é tão desconfortável quanto. 
No entanto, numa situação dessas, não há muito mais o que fazer a não ser acolher o jovem e apoiá-lo nessa busca. Caso contrário, é bem provável que ele continue perseguindo o seu objetivo sozinho, mesmo contra a vontade da família. 
Porém, tudo pode acontecer e também convém à família preparar o filho adotivo para o pior. Os pais devem prepará-lo, da melhor forma possível, para o reencontro. Isso porque a reação da família biológica ao contato do filho abandonado é imprevisível. É preciso deixar bem claro para o jovem que existe o risco de se decepcionar.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

E afinal, o que é Q.I.?



Por: Cindy Pereira de Almeida Barros Morão - CRP 06/108188

É uma abreviatura da expressão técnica de Quociente de Inteligência, utilizada para dimensionar a inteligência humana em relação com a faixa etária a que o sujeito pertence. É uma expressão do nível de habilidade de um indivíduo em determinado momento, comparativamente à população normativa (DUMAS, 2011).

A avaliação do QI mede o desenvolvimento da linguagem, os pensamentos lógicos e matemáticos, a facilidade em abstrair as construções teóricas, o desenvolvimento escolar e o saber acadêmico adquirido ao longo do tempo. A avaliação de inteligência deve buscar identificar um padrão geral de rendimento intelectual, não se fixando apenas ou supervalorizando áreas específicas da inteligência.

David Wechsler (1944) desenvolveu um método que se baseava numa escala que envolvia a distribuição normal, ou seja, um Q.I. padronizado através de cálculos de percentis distribuídos em uma curva normal (Curva de Gauss).

 

Fonte: Dumas (2011)


Estatisticamente, pressupõe-se uma distribuição normal (gaussiana) de inteligência, considera-se que um teste de Q.I tenha média 100 e desvio padrão de 15. Estatisticamente, um desvio-padrão abaixo da média é considerado desempenho médio-inferior e um desvio-padrão acima da média o desempenho é médio superior. O diagnóstico de deficiência intelectual pressupõe um desempenho significativamente abaixo da média, sendo assim, se uma pessoa foi significativamente abaixo da média, isso quer dizer que ela teve um desempenho igual ou maior do que dois desvios-padrões abaixo da média. Sendo assim, se a média de um teste é 100, pensamos em 100 menos dois desvios padrões (15+15), que é 70, dessa maneira, se uma pessoa teve um desempenho significativamente abaixo da média, ela teve que apresentar Q.I menor ou igual a 70. Da mesma maneira, para ter diagnóstico de superdotação, precisa ter desempenho significativamente acima da média, ou seja, 100 mais dois desvios padrões (15+15) que é 130, sendo assim, um superdotado tem QI 130 ou mais.